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Operação Camaleão prende 19 funcionários públicos por estelionato em Rondônia
Fonte: Rondônia Dinâmico
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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Operação Camaleão desencadeada na madrugada desta quarta-feira (03), resultou no cumprimento de 19 prisões preventivas e seis temporárias de funcionários públicos estaduais de Rondônia, acusados de formarem uma quadrilha de estelionatários que usava a máquina pública para aplicar golpes em pessoas e instituições financeiras.

A operação foi deflagrada, com base em investigações iniciadas há cerca de um ano, em instituições financeiras e do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança.

Das 19 pessoas presas, 17 tiveram os nomes divulgados. Foram presos quatro funcionários do DETRAN, três dos Correios, um do DER, um policial militar e um policial civil. Os presos foram entregues à Secretaria de Justiça (Sejus). Além dos mandados de prisão foram realizadas três prisões em flagrante, um por porte ilegal de arma, outro por uso de documento falso e uma recaptura de foragido.

Segundo informou o secretário de segurança, Evilásio Silva Sena, duas prisões devem ser efetuadas fora do Estado. “São pessoas que estão viajando”, acentuou.

Veículos e objetos de procedência duvidosa, encontrados nas residências dos suspeitos também foram apreendidos. Segundo o delegado, as investigações continuam e novos mandados de prisão devem ser cumpridos em todo o Estado. “A polícia de Rondônia está em fase de estruturação e já apura grandes delitos e cartéis em todo o interior”, enfatiza.

Os golpes ultrapassam de R$ 2 milhões
Segundo as investigações, os carteiros envolvidos no esquema desviavam cartões de crédito e talões de cheques. Em seguida, um policial militar, uma policial civil ou funcionários do DETRAN se utilizariam do serviço de banco de dados do governo para ter acesso ao registro dos usuários para desbloquear os cartões.

Correspondências das empresas fornecedoras dos cartões também eram desviadas, para que os estelionatários tivessem acesso a senha de desbloqueio. Desbloqueados, os cartões eram usados em compras fraudulentas. O prejuízo total não foi estipulado, mas pode ultrapassar a casa dos milhões. Ainda segundo as investigações, comerciantes, inclusive donos de postos de combustíveis, também estariam envolvidos no golpe.

Outro golpe aplicado pela quadrilha usava a polícia para dar prejuízo a comerciantes. Segundo denúncia, a quadrilha registrava, em algum DP (Distrito Policial), a perda de documentos, depois fazia compra no comércio e não pagava. Quando a conta era protestada pela empresa o estelionatário entrava com ação de danos morais. “Relatório contém mais de mil páginas”, destacou Moriô Ikegawa.

Efetivo da Operação
A operação, coordenada pelo diretor geral da Polícia Civil, delegado Moriô Ikegawa, contou com 204 policiais civis e 42 delegados. E, foi realizada pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), envolvendo a Corregedoria da Polícia Militar, Grupo de Investigação e Captura (GIC), Corregedoria da Polícia Civil, Gerência de Estratégia e Inteligência (GEI), Grupamento Aéreo e a Coordenação Geral da Polícia Civil.

Fonte: Rondônia Dinâmico

 

 

 

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