O senador Fernando Collor (PTB), candidato ao governo de Alagoas, está proibido de usar o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) em suas propagandas eleitorais. A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira pelo TRE-AL (Tribunal Eleitoral Regional de Alagoas) e atende liminar impetrada pelo também candidato ao governo alagoano Ronaldo Lessa (PDT).
A coligação "O povo no governo" tem 24h para retirar do jingle de Collor o trecho em que cita Lula e Dilma: “É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma, pelos mais carentes. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, para o bem da nossa gente. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, e os três para o bem da gente".
De acordo a Justiça Eleitoral, caso descumpra a decisão, a coligação de Collor terá de pagar uma multa diária de R$ 2 mil. O prazo para cumprimento começa a partir da publicação da decisão no TRE.
“Propaganda enganosa”
Segundo a acusação, Collor, que não possui apoio formal do PT, se utilizou da popularidade de Lula e do crescimento de Dilma nas pesquisas eleitorais para alavancar sua candidatura por meio do jingle.
O PT faz parte da coligação “Força Popular por Alagoas”, que apoia formalmente a candidatura de Lessa. O candidato do PDT, inclusive, tem como vice o presidente regional do PT em Alagoas, Joaquim Brito.
Para Lessa e Brito não há problema no apoio de Collor a Dilma, desde que ele não seja usado na propaganda eleitoral.
Redator: Martina Cavalcanti